Top 10: os melhores compositores de MPB

En vez de un Top 10, os traemos un fabuloso Top 7, con los mejores compositores de MPB de todos los tiempos.

O primeiro protagonista é Aldir Blanc Mendes que, em cinco décadas de atividade, compôs mais de 600 canções, com quase 50 colaboradores diferentes, entre eles Guinga, Moacyr Cruz, Cristóvão Bastos, Maurício Tapajós e Carlos Lyra. Boêmio, bom bebedor e fumante incorrigível, durante muitos anos frequentou os bares e botecos do Rio de Janeiro, atrás da melhor música do momento. Em 1971, através de um amigo, conheceu João Bosco, formando com ele uma das duplas musicais mais importantes do panorama brasileiro. De fato, suas composições fascinaram a Elis Regina, que se converteu em uma das principais intérpretes da dupla, gravando até 20 canções de sua autoria. Um dos maiores sucessos de sua carreira foi O bêbado e a equilibrista, que foi lançada no LP Essa mulher, e cuja melodia está inspirada em Smile, de Charlie Chaplin. A letra se popularizou popular entre os exilados da ditadura militar e se converteu no símbolo do movimento pró-anistia de 1979. De temperamento fechado, Aldir Blanc acabou desenvolvendo uma fobia social, agravada em 1991 por um acidente de carro que afetou sua perna esquerda. Antes de morrer, doente por covid-19, vivia praticamente fechado em seu apartamento na Tijuca, entre seus discos e seus livros.

José Ramalho Neto, mais conhecido como Zé Ramalho foi criado pelo avô depois que o pai falecesse prematuramente, afogado em uma represa. Em João Pessoa, capital da Paraíba, o nosso protagonista assistiu a vários concertos da Jovem Guarda, e começou a receber a influência de grandes artistas nacionais e internacionais como Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys, The Beatles, os Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan. Misturando rock, com forró e psicodelia, em 1975 gravou o primeiro álbum Paebirú, junto com Lula Cortés e um ano depois, o seu primeiro disco em carreira solo lançado com o título de Zé Ramalho. Depois de muitas idas e vindas, uma queda na popularidade nos anos 1980 e uma retomada a princípios da década 2000, Zé Ramalho continua ativo lançando discos, coletâneas e até covers dos Beatles e de Bob Dylan.

Belchior é um dos membros do conhecido Pessoal do Ceará, que inclui nomes como Fagner, Ednardo e Rodger Rogerio. Homem letrado e religioso, estudou filosofia e quatro anos de medicina, carreira que abandonou para se dedicar à música. Como todos na época, participou de festivais da canção e até venceu IV festival universitário do Rio de Janeiro em 1974, com a canção Na hora do Almoço. Nesse mesmo ano, atuou em escolas, teatros, hospitais, penitenciarias e até em fábricas e gravou o seu primer LP. Alucinação foi o segundo trabalho, lançado dois anos depois com a Polygram e que consolidou a sua carreira. Neste disco podemos encontrar canções míticas como Velha roupa colorida, Como nossos pais e Apenas um rapaz latino-americano, talvez uma das mais conhecidas. Os seus últimos anos estiveram marcados pela polêmica, longe do trabalho e profissão, com demandas judiciais, contas astronômicas em hotéis sem pagar e desaparições intencionadas, para morre em 30 de abril de 2017, aos 70 anos.

O caminho ao estrelato de Djavan foi uma mistura de sorte e talento em grandes quantidades. No Rio, ele trabalhava em discotecas até que um amigo lhe presentou a João Araújo, presidente na época da Som Livre, quem o levou a TV Globo para cantar nas trilhas sonoras das novelas de sucesso. Durante os três anos nos quais se dedicou à televisão, nos momentos livres, compôs mais de 60 canções, conseguindo com uma delas Fato consumado o segundo lugar no Festival Abertura da rede Globo. Graças a isso, em 1976, gravou o primeiro disco, cheio de um samba sacudido, sincopado e totalmente distinto a tudo o que fazia na época. Já na Odeon, lançou o seu segundo trabalho, Cara de índio, onde retratou a cultura e a visão social dos índios brasileiros. Uma das faixas do disco, Álibi, foi regravada por Maria Bethânia, se convertendo na canção ícone do disco de maior sucesso da intérprete. Explorador do som das palavras, das imagens inusitadas, da variedade rítmica, das melodias afastadas dos padrões habituais e da riqueza harmônica, Djvan é um desses artistas indefiníveis, nos quais podemos encontrar influências de todo tipo do samba, ao jazz, soul, blues e o funk norte-americano.

Gilberto Gil não podia faltar em nossa lista dos melhores compositores de MPB. Baiano, filho de um médico e de uma professora, que começou tocando acordeão, trabalhou como cobrador de impostos enquanto compunha singles em seus momentos livres. Em 1963, conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa e Tom Zé, formando com eles um grupo que seria fundamental para a história do tropicalismo. O primeiro disco, Louvação, lançado em 1967, e dois anos depois acabou primeiro na prisão e depois exilado pela repressão da ditadura militar brasileira. Durante o exílio em Londres, trabalhou com integrantes de bandas míticas como Pink Floyd, Yes e The incredible String Band e ao voltar ao Brasil se dedicou a compor como um louco e a levar a sua música por todas partes, em longas e inesquecíveis turnês. Um homem comprometido com a sociedade e o meio ambiente, um músico brilhante e um compositor que continua recebendo prêmios e o reconhecimento despois de mais de 50 anos de palco.

Filho de pais trabalhadores e como ele mesmo de define de “sangre misturada”, meio índio, meio caboclo, Paulo César Pinheiro é um dos grandes poetas e compositores brasileiros do século XX. Escreveu mais de duas mil canções, mil gravadas, e trabalhou com aproximadamente 120 companheiros distintos, destacando-se Edu Lobo, Toquinho, Maria Bethânia e Guinga. Além de compositor, Paulo César Pinheiro se destacou como poeta com vários livros publicados, que como disse Chico Buarque no prefácio do primeiro “Não vendem no Brasil”. Os seus sambas foram e continuam sendo cantados por grandes nomes do panorama brasileiro como Elis Regina, Elizabeth Cardoso, MPB-4, Simone e Clara Nunes, com quem esteve casado até a morte da artista em 1983.

Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu a princípios do século XX no bairro do Catete no Rio de Janeiro. Com 15 anos, abandonou os estudos e conseguiu um emprego como peão de obra. Foi então que começou a usar um chapéu, uma cartola, para se proteger dos escombros que caiam da obra. Daí veio o apelido, cartola. Bon vivant e mulherengo, Cartola criou com um grupo de amigos sambistas, o Bloco dos Arengueiros, que seria a origem da Estação Primeira de Mangueira, uma das míticas escolas de samba. Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, nas vozes ilustres de Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas. Mas, na década seguinte, Cartola desapareceu da cena musical carioca e inclusive chegou a ser dado por morto. Só foi redescoberto em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto, enquanto trabalhava lavando carros e como vigia de edifícios no famoso bairro de Ipanema. Graças a Porto, Cartola voltou a cantar, apareceu em diversos programas de rádio e compôs novos sambas. Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos como solista, e sua carreira tomou impulso novamente com clássicos como As rosas não falam, O Mundo é um moinho, Cordas de Aço, Alvorada e Alegria.

Notícia no ABC sobre a morte de Aldir Blanc:  https://www.abc.es/cultura/musica/abci-muere-coronavirus-compositor-brasileno-aldir-blanc-autor-clasico-o-bebado-o-equilibrista-202005041622_noticia.html

Entrada sobre Aldir Blanc no Dicionário Cravo Albin de MPB: http://dicionariompb.com.br/aldir-blanc

1. Mestre sala dos mares, de Aldir Blanc. Canta João Bosco.

Página oficial de Zé Ramalho: https://zeramalho.com.br/

Facebook de Zé Ramalho: https://www.facebook.com/ZeRamalhooficial

2. Vila do sossego de Zé Ramalho.

Entrada sobre Belchior no Dicionário Cravo Albin de MPB: http://dicionariompb.com.br/belchior

3. Alucinação de Belchior.

Página oficial de Djavan: https://djavan.com.br/

Facebook de Djavan: https://www.facebook.com/Djavanoficial/

Instagram de Djavan: https://www.instagram.com/djavanoficial/

Twitter de Djavan: https://twitter.com/djavanoficial

4. Faltando um pedaço, del irrepetible Djavan.

Página oficial de Gilberto Gil: https://gilbertogil.com.br/

Facebook de Gilberto Gil: https://www.facebook.com/gilbertogiloficial/

Instagram de Gilberto Gil: https://www.instagram.com/gilbertogil/

Twitter de Gilberto Gil: https://twitter.com/gilbertogil

5. Se eu quiser falar com Deus, de Gilberto Gil.

Entrada sobre Paulo César Pinheiro en el Dicionário Cravo Albin de MPB: http://dicionariompb.com.br/paulo-cesar-pinheiro

6. Viagem, de Paulo César Pinheiro en la voz de Marisa Gata Mansa.

Entrada sobre Cartola en el Dicionário Cravo Albin de MPB: http://dicionariompb.com.br/cartola

7. O mundo é um moinho, de Cartola. Canta Beth Carvalho.

Compartir

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no skype
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Relacionado:

Depois de 5 milhões de cópias vendidas e 30 anos sobre os palcos, nossos de hoje não precisam de apresentação.
O melhor rock dos 80 de São Paulo, liderado pelo cantor e guitarrista Roger Moreira.
O melhor de um grupo efêmero e de sucesso, que fez da burla e do bom humor sua marca registrada.
Terceira e última entrega da biografia do médico e higienista Oswaldo Cruz. Não perca o final desta história apaixonante.
Um tremendo programa, com um dos 10 melhores grupos de rock do mundo afora dos EUA.
Anterior
Próximo