Esta entrega inaugura uma nova temporada de Brasil es mucho más que samba, o programa do Centro de Estudos Brasileiros, transmitido pela Rádio USAL, que este ano celebra 30 anos no ar.
Este primeiro podcast convida o público a percorrer diferentes sonoridades do Brasil atual — um país onde tradição, modernidade e criatividade se misturam em uma rica paisagem musical. “Vozes do Brasil contemporâneo” reúne cinco nomes essenciais da música brasileira: Liniker, IZA, Marina Sena, Roberta Campos e BaianaSystem — artistas que representam um Brasil diverso, vibrante e sempre em transformação.
A viagem começa com Liniker, nascida em Araraquara (São Paulo) em 1995, uma das vozes mais expressivas do soul brasileiro. Após liderar a banda Liniker e os Caramelows, com os discos Remonta (2016) e Goela Abaixo (2019), a artista consolidou sua carreira solo com Índigo Borboleta Anil (2021), álbum que lhe rendeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Desse trabalho vem “Baby 95”, canção que mistura soul, jazz e delicadeza em uma homenagem ao amor cotidiano.
Do Rio de Janeiro vem a força de IZA, símbolo de elegância e empoderamento. Nascida em 1990, a cantora começou publicando versões de grandes nomes da música pop em seu canal no YouTube, até assinar com a Warner Music Brasil. Seu álbum Dona de Mim (2018), criado em parceria com Arthur Marques, a consagrou como uma das grandes artistas da música brasileira contemporânea. A faixa-título, “Dona de Mim”, é uma celebração da autonomia e da liberdade de ser quem se é.
A terceira parada é com Marina Sena, uma das vozes mais carismáticas e inovadoras do pop brasileiro. Nascida em Taiobeiras (Minas Gerais) em 1996, Marina fez parte das bandas A Outra Banda da Lua e Rosa Neon antes de lançar, em 2021, o álbum solo De Primeira, que a projetou nacionalmente. A canção “Por Supuesto”, escrita pela própria Marina, combina ironia, sensualidade e um ritmo contagiante — um retrato da leveza e da ousadia do Brasil contemporâneo.
O tom íntimo vem com Roberta Campos, também mineira, dona de uma voz doce e de um estilo introspectivo. Desde o disco Varrendo a Lua (2010), Roberta constrói uma obra marcada pela simplicidade poética, mesclando MPB, bossa nova e pop acústico. Em “De Janeiro a Janeiro”, composta com Nando Reis, ela fala de amores que resistem ao tempo e da ternura dos gestos cotidianos.
O encerramento vem com a potência de BaianaSystem, coletivo de Salvador liderado por Russo Passapusso e Roberto Barreto. A banda combina guitarras baianas, ritmos afro-brasileiros, reggae e música eletrônica, criando uma sonoridade que é corpo, dança e consciência social. A faixa “Lucro (Descomprimindo)”, do álbum O Futuro Não Demora (2019), transforma a crítica à desigualdade e ao consumismo em um groove vibrante e cheio de energia.
Cinco artistas, cinco linguagens e uma mesma essência: a de um Brasil contemporâneo, diverso e criativo. Assim começa a nova temporada de #BMQS, um espaço dedicado a mostrar as múltiplas vozes que continuam fazendo do país uma referência cultural no mundo.
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