Neste podcast, apresentamos um top 5 de bandas brasileiras de rock que estão começando a despontar na cena nacional. Novas propostas, ritmos inovadores, fusões… tudo o que você pode pedir para curtir o melhor do rock and roll.
Scalene
Scalene é um quarteto formado em Brasília no ano de 2009. Ouvir seus discos é como receber uma enxurrada de referências diversas, que vão de bandas como Queens of the Stone Age, Radiohead, O’Brother até Interpol.
Sem medo de inovar, a banda não hesitou, por exemplo, em dispensar sua primeira vocalista, Alexia Fidalgo, por decisão unilateral dos outros membros, ou em participar do programa SuperStar da Rede Globo, um formato parecido com The Voice, mas para cantores profissionais.
Real/Surreal, gravado em casa e lançado em agosto de 2013, e Éter, lançado em maio de 2015, são dois grandes trabalhos, nos quais encontramos melodia nas vozes, peso nos riffs de guitarra, climas e dinâmicas que se alternam com facilidade e muita distorção. Éter levou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa em 2016.
Em 2017, a banda lançou seu primeiro álbum com gravadora, Magnetite, pela SLAP/Som Livre. Sem perder sua essência, esse trabalho introduziu novos elementos à música da banda, como teclados e palmas que lembram o rock alternativo. Em 2019, lançaram Respiro, uma reação aos tempos que vivemos. Suas 13 faixas, incluindo dois interlúdios instrumentais, são o contraponto à tensão e ao caos do nosso cotidiano. O álbum contou com a participação de artistas como Hamilton de Holanda, Xenia França e Ney Matogrosso, que colaborou na faixa “Esse Berro”.
A banda foi bastante impactada pela pandemia, e seu último trabalho é o EP Fôlego, lançado em junho de 2020, com cinco músicas, todas imperdíveis.
Pense
Formada em 2007, em Belo Horizonte, a belíssima capital de Minas Gerais, o objetivo da nossa próxima banda era simplesmente fazer música que agradasse às pessoas, sem se preocupar muito com fama ou dinheiro. O sucesso, no entanto, chegou, e podemos apresentar a vocês Lucas Guerra, vocalista e principal compositor da banda Pense.
Seu primeiro álbum de estúdio, lançado em 2011, intitulado Espelho da Alma, recebeu boas críticas da imprensa especializada, assim como Além daquilo que te cega, de 2014, financiado por crowdfunding.
O álbum se tornou um dos grandes sucessos do ano, levando a banda a uma longa turnê pelo Brasil, com 50 shows em 10 meses, em 18 estados diferentes. Em 2018, lançaram seu terceiro trabalho, Realidade, Vida e Fé, gravado no estúdio de Lucas Guerra, em Belo Horizonte, de forma independente. Isso não só lhes permitiu ter um custo “zero”, como também deu liberdade para trabalhar e até produzir um making of de todas as etapas da produção. Com músicas mais agressivas e uma temática pessoal, o disco reflete a maturidade da banda, com arranjos mais elaborados e um som mais homogêneo.
Fresno
Diferente dos anteriores, nossa próxima banda começou sua jornada um pouco antes, em 1999, quando quatro amigos de um colégio de Porto Alegre – Lucas, Gustavo, Pedro e Leandro – tiveram a brilhante ideia de formar uma banda após uma animada reunião do Grêmio Estudantil. A proposta inicial era fazer covers punk de músicas consagradas, apenas por diversão, e eles começaram a ensaiar na casa de um deles, sem maiores pretensões.
Logo deixaram de lado os covers e convidaram Bruno, outro colega de classe, para tocar baixo, com a intenção de se apresentar no festival de bandas do colégio no mês seguinte. Inicialmente, se autodenominaram os “Democratas”, mas em 2001 descobriram que já havia uma banda nordestina com esse nome, então, após alguma hesitação, optaram por se chamar Fresno, uma sugestão de Lucas, que achou a palavra divertida. Pouco depois, Leandro, o vocalista, saiu da banda, e Lucas, que era o principal compositor, assumiu o comando. Desde então, o Fresno é um quarteto com 11 discos no mercado, o mais recente sendo Eu Nunca Fui Embora – Parte 1, lançado em 2024.
Supercombo
Com raízes no indie rock e rock alternativo, a banda que falamos a seguir surgiu na cidade de Vitória, no Espírito Santo, em 2007, embora agora estejam baseados em São Paulo. Com várias mudanças na formação, o próprio nome já sugere uma mistura de músicos e estilos. Estamos falando do Supercombo.
Com um canal no YouTube bastante ativo e uma aposta decisiva nos serviços de streaming, a banda fez com que “Piloto Automático”, o single de seu terceiro disco de estúdio (Amianto, 2014), fosse a segunda música mais compartilhada no Spotify em 2014.
A banda se destaca por suas letras, que retratam as adversidades do dia a dia. Brincalhões e experimentais, lançaram dois EPs (Jovem e Bonsai) em 2017, contendo quatro versões da mesma música, só para experimentar e se divertir. Sua música já apareceu em trilhas sonoras de séries da Disney e até em comerciais.
Francisco, el Hombre
Autodefinidos como um grupo de “pachanga folk” e descritos pela crítica especializada como uma mistura de Manu Chao e Nação Zumbi, a banda que fecha este Top 5 é completamente indefinível. Sua música é uma fusão de batucada, música latina, elementos eletrônicos e rap, um “batuk freak tropikarlos”, como eles mesmos dizem.
Com letras em espanhol, inglês e português, um conteúdo social ácido e uma história incrível, estamos falando de Francisco, el Hombre. Após viajar por meio mundo, os irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte se estabeleceram em Campinas, São Paulo, em meados dos anos 2000, naturalizando-se brasileiros. Decidiram formar uma banda e abandonar seus empregos, a faculdade e tudo o que os ligava à sociedade para se dedicar apenas à música.
O nome da banda, que se tornou um quinteto com a entrada de três novos membros, foi inspirado em uma figura do folclore colombiano. Suas primeiras turnês pela América Latina foram autofinanciadas e bastante improvisadas: eles pegavam a estrada e tocavam onde fosse, incluindo praças, hotéis, bares e até festas de aniversário. Em 2016, lançaram seu primeiro álbum, Soltasbruxa, produzido por Zé Nigro, com letras politizadas e sociais.
Em 2016, lançaram seu primeiro álbum, Soltasbruxa, produzido por Zé Nigro, com letras politizadas e sociais. Em março de 2019, lançaram seu segundo álbum de estúdio, Rasgacabeza, e em junho de 2020 usaram seu novo single, “Despedida”, para anunciar a saída do baixista Rafael Gomes, que fez parte da banda por mais de seis anos. O próprio Rafael sugeriu sua substituta: Helena Papini.
Seu último trabalho, lançado no final de 2021, se chama Casa Francisco e é imperdível.
Para saber mais:
Redes oficiais de Fresno:
Redes oficiais de Pense:
Redes oficiais de Supercombo:
Redes de Francisco, el Hombre: