O samba da minha terra: Alcione

A coluna “O samba da minha terra” dedicada à contora e intérprete brasileira, Alcione.

Faz umas semanas, tive a enorme satisfação de entrevistar a documentarista Angela Zoe, que dirigiu um documentário sobre a Alcione, “O samba é primo do jazz”. E para fechar o ciclo, esta entrega de “O samba da minha terra” está dedicada à cantora e intérprete brasileira Alcione.

Alcione Dias Nazareth (São Luís, 21 de novembro de 1947) é natural de São Luís do Maranhão, e é conhecida como Marrom. Dona de uma voz inconfundível, começou na música tocando instrumentos de sopro, especialmente, trompete e clarinete. O pai era músico, mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão, e com 12 anos de idade, se apresentou profissionalmente pela primeira vez, com a Orquestra Jazz Guarani. Alcione, porém, se formou em magistério, mas a carreira durou pouco. Com 20 anos, já atuava em programas de música na televisão local, em bares e boates. Em 1968, para conquistar novos horizontes, se mudou para o Rio de Janeiro. Começou a cantar na noite carioca, entre os palcos más emblemáticos, o “Beco das Garrafas”, cenário de nascimento da bossa nova, onde também se apresentava outro grande nome da música popular brasileira, Elis Regina.

Com quase 50 anos de carreira, Alcione já se apresentou em mais de trinta países, e recebeu prêmios nacionais e internacionais em reconhecimento de sua obra, entre eles um Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Samba, em 2003, e a Ordem do Rio Branco, a mais alta condecoração oferecida pelo Governo brasileiro.

O seu último disco, de 2020, se chama Tijolo por tijolo, que abre com as seguintes palavras da artista:

Tijolo por tijolo, foi assim que construí minha carreira. Não caí, de paraquedas, na Sapucaí!!! Desde o início optei pela construção de uma trajetória, jamais pensei em ser apenas uma cantora de sucesso. Talvez por isso tenha conquistado tal longevidade em minha carreira

Página Biscoito Fino

O disco reúne 14 composições inéditas, assinadas por nomes como Jorge Vercilo e Arlindo Cruz.

Além de ser uma intérprete inigualável, com essa voz potente, Alcione é mangueirense. E tanto, que para celebrar 40 anos de carreira, em 2012, gravou dois DVDs, o primeiro em sua casa, e o segundo, ao vivo, “Duas faces, ao vivo na Mangueira”, na quadra da escola de samba, com a participação de Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Leci Brandão, e claro, com a bateria da Mangueira.

Números: Alcione gravou 32 discos de estúdio e 9 ao vivo, além de coletâneas e colaboração com outros artistas. E para conhecer mais sobre Alcione, não perca o nosso podcast, clicando no link abaixo.

Acompanha o nosso programa na nossa página de Facebook, /masquesamba, também lá no instagram do Centro de Estudos Brasileiros, @ceb.usal. Manda a sua mensagem, a sua sugestão de pauta, de música, que incluímos aqui no programa!

Referências:

Página web oficial da Alcione.

Facebook, Instagram: @alcionemarrom

Tijolo por tijolo (Biscoito fino)

Grupo Bossacucanova

Facebook, Instagram @bossacucanovaoficial

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