Este quarteto santista nos oferece um pop clássico, mas inovador que dá muito jogo nas redes sociais.

O primeiro programa da temporada está dedicado a uma banda de pop-rock potente e inovador que, sem deixar de lado um som popular e conhecido, não tem medo a mostrar-se original e diferente. Trata-se de Zimbra, um grupo de Santos, no estado de São Paulo, formado por Rafael Costa (voz e guitarra), Vitor Fernandes (backvocal e guitarra), Guilherme Goes (baixo) e Pedro Furtado (bateria). Em 2010, o quarteto se uniu com o nome de Panorama e começa a tocar com muito sucesso em diferentes lugares da região. Em 2012, lançaram o primeiro EP Cronograma com seis canções, ao mesmo tempo em que planejavam mudar de nome porque já havia muitos grupos assim chamados. Por sugestão de um amigo veio Zimbra, uma palavra própria da gíria de Santos, que significa “legal”, “maneiro”. Et voilà, já tinham nome oficial! Em junho de 2013, lançaram o primeiro álbum gravado de forma independente O tudo, o nada e o mundo, produzido por Lampadinha, com um total 12 pistas, 7 delas inéditas e 5 originais do EP Cronograma

Em 2015, Zimbra ganhou um concurso da rádio 89 FM, e foram convidados a tocar no mítico festival de Lollapaloza. A partir deste momento, o grupo entra com força no cenário musical brasileiro, e anuncia que a produção do segundo álbum, Azul. Com letras e melodias mais melancólicas e uma seleção mais meditada e menos impulsiva dos títulos, em Azul o grupo revela que tem personalidade própria, a despeito das claras influências de artistas nacionais e internacionais como Tim Maia, Caetano Veloso, Barão Vermelho, Djavan, Los Beatles, Foo Fighters e Jamiroquai. Com letras cheias de poesia, melodias envolventes e cadências muito marcadas, a sonoridade do disco é sincera e orgânica. Segundo a banda, o nome do álbum tem relação direta com a áurea do disco, muito mais sensível e triste do que o trabalho anterior. 

A princípios de 2018, o grupo começou a gravar o novo disco na casa de Esteban Tavares, que além de produtor participou na composição de uma das canções. A ideia era lançar o álbum aproveitando a campanha de Natal de 2018, mas no início de 2019, Zimbra volta aos estúdios para gravar outras duas músicas, “Ontem” e “Quem diria”, esta com a colaboração de Dinho Ouro Preto, quem sempre havia sido um ídolo para banda. À margem de tudo isso, o disco continuava sem título, sendo revelado em março de 2019: Verniz. A prova da delicadeza e do cuidado com este álbum é que gravá-lo e masterizá-lo durou quase um ano e meio de trabalho duro. E isso deveu-se, em boa parte, ao produtor, Esteban Tavares, músico multi-instrumentista, que buscou a perfeição de cada instrumento e levando os membros da banda a buscarem timbres e sonoridades quase irreais. Até hoje, o disco já rendeu mais de cinco milhões de visualizações em Spotify

Em março de 2020, o grupo anunciou em suas redes sociais o lançamento de um novo EP Lua Cheia/Claro que o sol, com duas canções (as mesmas do título). “Lua Cheia” lembra o som que que a banda já havia experimentado em 2014 com o EP Mocado, com um ritmo trepidante, mistura de funk e soul brasileiro dos anos 1970. A cara B, por outro lado, tem uma sonoridade completamente diferente, que engancha a partir do primeiro acorde e que demonstra a vontade do grupo de provar coisas novas, de se arriscar e triunfar. A ideia de Zimbra era lançar em 2020, outras seis canções e 4 videoclipes além do projeto Zimbra Sessions, uma releitura de suas novas canções em formato acústico. Não obstante, a pandemia mundial de coronavírus mudou todos os planos e, até esse momento, muitas coisas ficaram por fazer.

Músicas do programa:

“Você é a mais sincera” de “Verniz” (2019)
“Viva” “O  tudo, o nada e o mundo” (2013)
“Então você”, do EP “Mocado” (2014)
“O redator” do disco “Azul” (2016)
“Sinais” do disco “Azul” (2016)
“1937” de “Panorama sessions” (2017)
“Céu de Azar”, do disco “Verniz” (2019)
“Quem diria” de “Verniz” (2019)
“Claro que o Sol”, do EP “Lua Cheia/Claro que o sol” (2020)
“Me mude”, single (2018)

Referências:

Página de Facebook oficial. Canal de Youtube. Instagram da banda. Proyecto “Viva”, por se desejam dar o seu apoio à banda. Soundcloud. Artigo sobre a banda na Folha de São Paulo.

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