BioBrasil: Entrevista ao escritor Octavio Aragão

Com este programa retomamos a série dedicada à literatura de ficção científica brasileira e falamos com um dos grandes autores do gênero.

Há umas semanas falamos da segunda onda da literatura de ficção científica brasileira (dá uma olhada aqui mesmo!). Entre os vários autores que mencionamos, estava Octavio Aragão, um designer e professor universitário que – além de tudo – é autor de alguns dos relatos de ficção científica mais interessantes dos últimos tempos.

Este carioca de meia-idade começou a sua carreira literária um pouco tarde. De fato, nunca tinha planejado publicar suas histórias, até que em 1998 foi convidado a participar de uma antologia sobre futebol e ficção científica intitulada Outras copas, outros mundos. Em seu texto “Eu matei Paolo Rossi” aparecia pela primeira vez uma agência governamental dedicada a garantir que a história permaneceria imóvel; uma polícia temporal que se certificava de que as coisas continuariam como estavam… ou como tinham estado… ou como deveriam estar… É tudo um pouco confuso!

De qualquer forma, este maravilhoso universo deu origem à saga Intempol, uma verdadeira miríade de textos de autoria diversa, publicados em revistas de países como o Brasil, Argentina e Portugal. Soma-se a isso o livro original INTEMPOL: Uma antologia de contos sobre viagens no tempo, com textos de Octavio Aragão, Lúcio Manfredi, Jorge Nunes, Osmarco Valladão, Carlos Orsi Martinho, Paulo Elache, Fábio Fernandes e Gerson Lodi-Ribeiro, publicado no ano 2000 e o romance gráfico The long yesterday com roteiro de Osmarco Valladão e ilustração de Manoel Magalhães.

Aproveitando que não podemos ter um mestre melhor, pedimos ao nosso entrevistado que nos apresentasse um panorama da ficção científica no Brasil. Entre os autores lançados nas últimas duas décadas, Octavio Aragão menciona nomes como Cirilo Lemos, Alexandre Mandarino, Ana Lúcia Merege (que circula entre a ficção científica e a fantasia), Cristina Lasaitis, Luiz Felipe Vasques… E isso é somente uma pequena amostra! Também indica várias editoras consagradas à ficção científica, como por exemplo a Draco (que publica somente autores brasileiros), a Caligari no Rio de Janeiro e a Não Editora no Sul… Sobre suas recomendações de leitura, citamos a antologia Tempos de Furia, de Carlos Orsi, A espinha dorsal da memória, um clássico de Braulio Tavares e o pouco conhecido Macacos e outros fragmentos ao acaso, de Jorge Moreira Nunes. Mas para começar a ler ficção científica, recomendamos Fractais tropicais, uma antologia de Nelson de Oliveira, que fará de todos verdadeiros fãs do gênero.

E para terminar queremos perguntar ao nosso protagonista sobre seus projetos futuros. Octavio confessa que 2020 foi um ano produtivo, apesar da pandemia (ou, talvez, graças a ela). Atualmente, está trabalhando em seu quarto romance Metaladragem, um space ópera que especula sobre o futuro do Brasil no espaço daqui a uns dos mil anos, um álbum com trabalhos de seus alunos de design, das aulas de romance gráfico e quadrinhos, que ministra desde 2000, e Duplo infinito, um retrato de 1988 e de como essa data marcou o seu destino posterior…

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o nosso protagonista, deixamos à disposição os seus contatos por Facebook , em Twitter e Instagram. Antes de terminar, agradecemos muito a amabilidade de Octavio Aragão e a oportunidade da entrevista.  Foi uma satisfação contar com ele em BMQS e esperamos que em breve o seu trabalho chegue a Espanha.

Música no programa:

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