Nesta entrega da coluna “O samba da minha terra”, e em primeira mão, trazemos uma entrevista com a cantora e compositora chilena Nayive Ananías, que no próximo dia 17 de março, lançará o seu primeiro EP “Matar a Saudade”, com composições originais e em português, no melhor estilo “bossanovesco”.
Nayive Ananía Gómez é jornalista e crítica musical. Formada pela Universidad Alberto Hurtado, do Chile, em 2022, defendeu a tese de doutorado intitulada “Crítica musical femenina en Brasil (1896-1960)”, na área de Música na Universidad Pontificia Universidad Católica de Chile. Além disso, Nayive Ananías é veterana nesta sintonia: em abril de 2022 esteve no programa para falar justamente sobre o seu trabalho de pesquisa.
Agora, como cantora e compositora, Nayive Ananías volta a BMQS para contar sobre o seu novo trabalho, o EP “Matar a Saudade”.
Nayíve Ananías começou na música muito antes que na pesquisa científica: com 14 anos tocava guitarra, instrumento que abandonou durante os anos de universidade. Voltou a tocar há uns cinco anos, justamente quando estava realizando um estágio de pesquisa no Rio de Janeiro.
Y ahí yo retomé con fuerza la guitarra. Además, al crear una tesis focalizada en Brasil, viviendo en Río de Janeiro, la verdad era inevitable que yo tuviese ciertas influencias de música popular brasileira, y siempre amé la MPB, sobre todo, la Bossa Nova, pero creo que esa fase intensificó aún más mientras vivía en Río de Janeiro.
Nayive Ananías
Quando voltou ao Chile, e em paralelo ao trabalho como acadêmica, começou a compor em português.
Me di cuenta de que el castellano lo domino a la perfección, pero sólo para la escritura académica o poesía, pero algo no tan íntimo. Pero el portugués, yo me daba cuenta, me daba esa relación, de que yo decía sin miedo, amparándome también en las grandes referencias, que luego vamos a detallar, de mujeres que no tienen problema en decir lo que les pasa o que sienten, o sus decisiones, o sus fracasos.
Nayive Ananías
Esse EP “Matar a Saudade” também traz outra novidade: Nayive dá vazão à sua própria voz! Durante muito tempo, Nayive teve uma banda cover do grupo de rock The Cranberries, e sua voz no circuito santiaguino era conhecida como “Ah, la que tributa The Cranberries, la que canta como Dolores O’Riordan”. E foi com o apoio de Patricio Maripani, amigo e produtor do EP, que ela se lançou a gravar suas próprias composições.
As quatro primeiras canções do EP “Matar a Saudade” seguem um claro estilo de bossa-nova, mas com uma pegada atual, efeitos de sintetizadores e até mesmo algum baixo. Como conta Nayive Ananías na entrevista, não podia faltar a flauta, tão típica no gênero. A gravação do instrumento ficou sob a responsabilidade de Victoria Muñoz que, com total liberdade, compôs para a melodia das músicas.

O EP “Matar a Saudade” tem as seguintes músicas: “Às vezes”, “Porém”, “Confusão” (que é a música escolhida pela entrevistada para terminar o programa) e “Cinza” (se você quer a minha opinião, essa é a minha preferida).
Clica neste link [https://nayive.bandcamp.com/album/matar-a-saudade], aperta o “play” e curta a boa música!
E para saber mais, dá uma olhada no Instagram de Nayive de no Facebook.