Cinco livros chave para aproximar-nos à sociologia e à antropologia brasileira

No I Congresso Internacional de Ciências Sociais, o CEB apresenta vários livros fundamentais sobre o tema.

Entre 25 e 26 de fevereiro de 2020, o CEB ofereceu a apresentação de vários livros dedicados à antropologia e à sociologia brasileira. O primeiro foi A nova escola de Antropologia do Recife: ideias, personagens e instituições, (UFPE, 2017) de Fabiana Gama Pereira. A obra  reúne trabalhos de especialistas vinculados a diversas universidades e programas de pós-graduação do Brasil e do exterior, oferecendo uma rica produção intelectual sobre os momentos iniciais da formação da Antropologia em diversos pontos da região Nordeste, seus personagens, as circunstâncias especiais (e outras não tanto) da sua aparição e consolidação, os interesses implicados, os desafios institucionais em conflito, entre tantos aspectos que modelam um cenário intelectual relevante entre a consolidação das Ciências Sociais no Brasil.

A segunda apresentação foi o volume 81 (nº 1) da Revista Ibero-americana de Educação (RIE) Bilinguismo: Espanhol e Português. Línguas que convivem na Ibero-Américas com outras línguas (setembro, 2019), com Ivana de Siqueira. A RIE é uma revista científica organizada pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que seleciona artigos de pesquisadores, especialistas e, distintas temáticas. A edição nº 81 esteve dedicada ao “bilinguismo: espanhol e português”. 

Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico (Última línea, 2018) de Frigdiano Álvaro Durantez Prados, nos aproxima do chamado “Espaço Pan-ibérico ou da Iberofonia”, um conjunto multinacional que agrupa mais de 800 milhões de pessoas e trinta países de todos os continentes, que constitui o primeiro espaço linguístico do mundo, e que representa a quinta parte da superfície do planeta, assim como a décima em términos demográficos. Frigdiano Álvaro Durántez Prados nos presenta nesta obra os fatos e as bases conceituais do processo de articulação deste fenômeno, que contribuirá par a maior visibilidade e influência internacional aos países iberófonos.

No dia 26 de fevereiro, aconteceu a apresentação de El rapto de la Historia. Introducción a un debate con la Antropología (EUG, 2019), de José Antonio González Alcantud, catedrático de Antropologia Social da Universidade de Granada. El rapto de la Historia é uma iniciação desta disciplina no debate com a Antropologia Social e Cultural. O volume conta com contribuições de, além do editor científico, José Antonio González Alcantud, de Carmelo Lisón Tolosana, Bernard Traimond, Maurice Agulhon, Ignazio Buttitta, Antonio Buttitta, Mario Helio Gomes, Gilberto Freyre e Rogelio Altez. Os temas abordados vão da antropologia do mundo antigo até a história oral, passando pela microhistória, a antropologia histórico-política do contemporâneo, os símbolos em sua historicidade ou a escola italiana de antropologia.

Para terminar Casa-Grande Severina: 120 anos de Gilberto Freyre, 100 anos de João Cabral de Melo Neto (Ed. Massangana, FUNDAJ, 2019), de Mário Helio Gomes de Lima, da Fundação Joaquim Nabuco/Ministério da Educação, Recife, Brasil, reúne o trabalho de ensaístas brasileiros, portugueses e espanhóis sobre a faceta iberista de ambos os autores. O livro publica os artigos de Arnaldo Saraiva, Antonio Maura, Pablo González, Nathalia Henrich, João Cezar de Castro Rocha, Cristiano Ramos, José Castello, Joaquim Falcão, Xico Sá, Fátima Quintas, Ivan Marques e Anco Márcio Tenório Vieira.

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