Número especial: Bioma Amazonia e seus desafios

A Revista de Estudios Brasileños publica um número especial dedicado à Amazonia brasileira.

A Revista de Estudios Brasileños da Universidade de Salamanca, no marco dos 800 anos da instituição, publica em janeiro de 2019, um número especial sobre a Amazônia e seus desafíos, coordenado pelo Prof. Dr. Jacques Marcovitch (USP) e o Dr. Adalberto Luis Val (INPA). A publicação reúne onze ensaios acadêmicos, uma entrevista com o cientista Thomas Lovejoy e quatro resenhas focadas em obras de referência na literatura ambiental. Esta publicação enfatiza, em seus conteúdos, a relevância transcontinental do grande bioma. Dá-se em suas páginas um encontro de respeitados especialistas, ecoando um discurso fundamentado em métricas rigorosas e não em proselitismos que permeavam a retórica do ambientalismo.

O que se vai ler é uma aula pública, ministrada por pessoas que tornaram a Amazônia o objetivo basilar de suas pesquisas e projetos de vida. Os organizadores da obra recomendam aos governos dos oito países amazônicos uma gestão compartilhada, que leve em conta o alerta emitido por dois cidadãos do mundo, um deles entrevistado no dossiê, e o outro, um brasileiro, o eminente pesquisador Carlos Nobre: se o desmatamento na região superar os 20% da vegetação original, a Amazônia simplesmente deixará de ser floresta.

O bioma encontra-se numa situação-limite em sua capacidade para reciclar os recursos hídricos, por meio da evaporação e transpiração das árvores e suas moléculas orgânicas. Este processo, importante na condensação das nuvens da chuva, dá-se nos períodos de falta de água em várias áreas do nosso continente. A Amazônia, por assim dizer, “exporta” a umidade produzida na floresta. Falamos, portanto, de uma região notoriamente solidária em questões ambientais, o que sempre aguça o interesse e o poder de observação dos cientistas.

No número “Bioma Amazônia e seus desafios” há uma boa mostra do que se faz e do que ainda pode ser feito na região em análise. Qualquer abordagem sobre governança ambiental, preservação de florestas ou recuperação de solos terá, necessariamente, que atribuir centralidade ao papel da Amazônia, tomada esta em sua completude, como bioma único, apesar de geograficamente localizado em oito países. Isto quer dizer que o enfrentamento de seus desafios no contexto das mudanças climáticas exige uma estratégia convergente dos Estados nacionais que compartilham sua imensa biodiversidade, gigantescos estoques de carbono, benefícios ecossistêmicos e também os riscos inerentes à sua grandeza.

No número “Bioma Amazônia e seus desafios” há uma boa mostra do que se faz e do que ainda pode ser feito na região em análise. Qualquer abordagem sobre governança ambiental, preservação de florestas ou recuperação de solos terá, necessariamente, que atribuir centralidade ao papel da Amazônia, tomada esta em sua completude, como bioma único, apesar de geograficamente localizado em oito países. Isto quer dizer que o enfrentamento de seus desafios no contexto das mudanças climáticas exige uma estratégia convergente dos Estados nacionais que compartilham sua imensa biodiversidade, gigantescos estoques de carbono, benefícios ecossistêmicos e também os riscos inerentes à sua grandeza.

A Amazônia é uma das áreas mais estudadas pelos especialistas em todo o mundo. Representa a segurança ambiental do planeta e pode sediar notáveis experiências com a biotecnologia. Pelas razões preliminarmente expostas e aprofundadas neste dossiê configura-se como a região mais simbólica da Economia Verde – que pode vir a ser a mais benéfica e fecunda revolução do nosso tempo.

Consulte aqui o número completo.

Compartir

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no skype
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Relacionado:

Até 31 de maio de 2021, aberto o prazo para submissão de originais para a Revista de Estudios Brasileños.
Anterior
Próximo