A Fundação Cultural Hispano-Brasileira, em colaboração com o CEB, a Unidade de Cultura Científica e da Inovação da Universidade de Salamanca e a Casa de Oswaldo Cruz (Fundação Oswaldo Cruz, Brasil), apresenta a exposição “Carlos Chagas (1878-1934)”, uma atividade desenvolvida no âmbito da Jornada científico-cultural “Enfermedad de Chagas: ciencia, historia y salud global“. O objetivo é celebrar o legado desse renomado cientista brasileiro de inegável impacto, tanto no Brasil quanto no mundo.
A exposição, que conta com o apoio da Junta de Castilla y León, poderá ser visitada de 10 a 30 de junho no hall da Faculdade de Farmácia da USAL. Na cerimônia de inauguração, que ocorrerá na segunda-feira, 10 de junho, às 9h30, participarão: Sr.ª Matilde María Olarte Martínez, vice-reitora de Cultura, Patrimônio, Sustentabilidade e Desenvolvimento do Campus (USAL), Sr. José Manuel Santos Pérez, diretor do Centro de Estudos Brasileiros (USAL), Sr. Raúl Rivas González, diretor do Serviço de Produção e Inovação Digital (USAL), e Sr. Marcos José de Araújo Pinheiro, diretor da Casa de Oswaldo Cruz (Fundação Oswaldo Cruz, Brasil). A entrada é gratuita.
Sobre a exposição

Após circular por várias cidades brasileiras, a mostra que agora chega a Salamanca é composta por painéis ricos em imagens e textos e convida o público a explorar as contribuições do cientista conhecido como o “caçador de micróbios”, além de refletir sobre os desafios contemporâneos de uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Destaca-se a trajetória pessoal de Chagas, suas descobertas pioneiras no campo das doenças tropicais e a forma incomum como se identificou a tripanossomíase americana, hoje conhecida como doença de Chagas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que a doença de Chagas, que atinge 7 milhões de infecções em todo o mundo e apresenta taxas de mortalidade significativas, representa uma ameaça substancial à saúde pública. Estima-se que 10 mil pessoas morram anualmente pela doença, e mais de 100 milhões estejam em risco de contraí-la. A OMS estabeleceu o dia 14 de abril como o Dia Mundial da Doença de Chagas, buscando conscientizar sobre essa doença negligenciada.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento por parte da UNESCO da coleção de Carlos Chagas como Patrimônio da Humanidade celebra as descobertas cruciais desse cientista brasileiro, cuja dedicação lançou as bases para o estudo e controle de uma nova doença, deixando um impacto duradouro na ciência e na saúde pública.
A presente exposição reafirma o compromisso mútuo com a promoção do conhecimento científico e o intercâmbio cultural entre a Universidade de Salamanca, centro com uma tradição centenária no ensino e na pesquisa, e a Casa de Oswaldo Cruz, instituição de referência na preservação da memória e no estudo da história da saúde no Brasil.