“Memórias Sangradas”: uma exposição de Ricardo Beliel

Imagens dos protagonistas de uma parte esquecida da história recente do Brasil.

No próximo 6 de setembro, às 12h00, o CEB inaugura a exposição “Memórias Sangradas”, do fotógrafo e jornalista brasileiro Ricardo Beliel.

O projeto “Memórias Sangradas” está formado pelas narrativas de quarenta e dois personagens contemporâneos da época do cangaço e de outros dezenove descendentes diretos dos protagonistas desta saga sertaneja. O título faz referência à profundidade e confiança com a qual essas pessoas compartilharam suas recordações de maneira visceral, íntima e esclarecedora. São memórias sangradas de vida e morte, cheias da tradição da cultura oral do interior do Brasil.

Entre 2007 e 2019, o autor realizou nove viagens às regiões dos sertões dos estados de Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Minas Gerais para reunir material narrativo e as imagens de míticos cangaceiros e de alguns de seus descendentes. Percorreu onze mil kilômetros, grande parte por estradas do interior do país para encontrar-se com os quarenta e três personagens contemporâneos. Eles são verdadeiros repositórios de importantes relatos que conformam a história do cangaço, especialmente na primeira metade do século XX, um mundo sertanejo que está se extinguindo junto com suas tradições orais.

As pessoas entrevistadas, a grande maioria quase centenária, têm uma riqueza semelhante ao mistério da terra. São descendentes da época do cangaço, personagens de um período da história do Brasil, regatada aqui para que não caiam no esquecimento, como pedras silenciosas no meio do caminho.

Ricardo Beliel

Jornalista, com pós-graduação em fotografia, Ricardo começou a se interessar pela arte enquanto estudava gravura no Centro de Estudos de Arte Ivan Serpa e no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Em 1973, iniciou no mundo da fotografia, trabalhando com músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti e O Terço. Em 1976, foi contratado como fotógrafo pelo jornal O Globo, passando depois por outras grandes revistas e jornais brasileiros de âmbito nacional.

Foi editor de fotografia da revista Manchete e vice-editor no jornal Lance, do qual foi também membro fundador. Durante seis anos formou parte da agência GLMR & Saga Associés em Paris, realizando reportagens fotográficas na América Latina e África. Venceu em três ocasiões o prêmio Abril de Jornalismo, além de receber em 1991, os prêmios Interpressphoto (Organização Internacional de Jornalistas), Alexander Rodchenko (Confederação de Jornalistas da extinta URSS), entre outros.

Escuta aqui o audioguia da exposição em espanhol, e leia a reportagem sobre a mostra na Biblioteca Pública de Ávila disponível neste link.

A exposição poderá ser visitada no Palácio de Maldonado (Plaza de San Benito, 1, Salamanca) de 6 de setembro a 8 de outubro, de segunda a sexta-feira, em horário de 9h00 às 14h00. Com motivo da atual situação sanitária, é necessário reduzir a lotação da sala. Recordamos que é obrigatório o uso de máscara no interior do edifício e na sala de exposição.

Fecha y hora

06/09/2021 12:00 am

Fecha de inicio

06/09/2021

Fecha de fin

08/10/2021

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