O CEB, em colaboração com a Fundação Cultural Hispano Brasileira inaugura no próximo 25 de novembro, às 12 horas, a exposição “Flujo y reflujo. Una historia de bahianos en África”, com fotografias de Enrique Ambrosio.
A mostra reúne uma pequena parte das imagens apresentadas na exposição “Retornados”, que esteve aberta à visitação em fevereiro na Casa do Brasil em Madri. Em Salamanca, a exposição estará aberta ao público até 12 de dezembro, no Centro de Estudos Brasileiros, de segunda a sexta-feira, em horário de 9 a 14 horas. A inauguração contará com a presença do autor.

Para uma experiência personalizada, o CEB oferece uma visita guiada com o autor da exposição na segunda-feira, 24 de novembro, às 12h30. A atividade está aberta ao público de forma gratuita, mas é necessário realizar a inscrição através do formulário disponível aqui.
Sobre a exposição
Os Agudás são um grupo étnico de Benín (África) e integrado pelos descendentes de antigos escravizados negros que, do Brasil, regressaram a suas terras originárias em diversas oleadas, ao longo do século XIX.
Em sua estadia no Brasil, aprenderam muitos ofícios relacionados com a construção, carpintaria, mineração… o que lhes levou a replicar construções seguindo o modelo brasileiro no retorno a África, como ocorre com os templos. O caso mais paradigmático é a antiga mesquita de Porto-Novo, que mantém grandes semelhanças com a igreja barroca de São Francisco em Salvador (Bahia, Brasil).
Permanecem muitos sobrenomes de origem brasileira/portuguesa, como Souza, Silva, Almeida, Domingos… assim como algumas festas típicas brasileiras, como a dedicada ao Nosso Senhor do Bonfim. Dançam a “burrinha” (uma forma arcaica do bumba-meu-boi), celebram o Carnaval, praticam o candomblé, comem feijoada…
O fotógrafo Enrique Ambrosio viajou para a África para conhecer a cultura e os descendentes daqueles Agudás, e hoje apresento a vocês nesta exposição fotográfica o resultado dos meus trabalhos e viagens, seguindo os estudos de Pierre Verger, especialmente sua tese de doutorado na Sorbonne deste antropólogo, etnólogo e fotógrafo franco-brasileiro.
Sobre o autor

Enrique Ambrosio Merino (Madrid, 1955) é representante institucional para a Espanha da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo (FEBTUR) e Assessor Cultural da Revista Estampa (Brasil). Também é membro do Trevo Clube de Salvador da Bahia, assim como do Mallorca Photo Club.
Mestre em fotografia pela prestigiada escola PhotoESPAÑA (2023), também cursou estudos na Lens e em outras escolas espanholas e brasileiras. Além disso, em 2023, concluiu no Centro de Estudos Africanos os cursos de Feminismos Africanos e Movimentos e Resistência na África.
Empresário e fotógrafo, geógrafo humano, trabalhou durante 45 anos em todo o mundo nos setores de turismo e aviação comercial. Atualmente, está aposentado e dedicado ao mundo da fotografia. Viveu em diferentes países como Tailândia, Grécia, Reino Unido, Estados Unidos e, desde 2013, no nordeste do Brasil (Salvador e Recife).
Esta exposição, que será inaugurada em Salamanca, é o nono trabalho individual y coletivo do autor. Atualmente, está terminando outras duas exposições: Solsticio e Paralelo 8 Sul, esta última para comemorar o 50º aniversário da independência de Angola, e seu paralelismo com a cultura brasileira.
@enriqueambrosiofotografo