A exposição “Fe2O3 – Una arqueología de la imagen”, visita a Faculdade de Geografia e História

Na próxima quinta-feira, 24 de maio, o hall da Faculdade de Geografia e História da USAL acolhe a exposição “Fe2O3 – Una arqueología de la imagen”, del fotógrafo brasileño Zé Barretta, el cuarto de los siete seleccionados en el programa de Residencia Artística de Fotografía 2018.

g_Cartel Zé Barretta Historia08.06.2018

Na próxima quinta-feira, 24 de maio, o hall da Faculdade de Geografia e História da USAL acolhe a exposição “Fe2O3 – Una arqueología de la imagen”, del fotógrafo brasileño Zé Barretta, el cuarto de los siete seleccionados en el programa de Residencia Artística de Fotografía 2018.

A mostra é o resultado de uma pesquisa pessoal sobre os vestígios deixados pelos primeiros habitantes das Américas em diversos sítios arqueológicos do sertão nordestino, onde se concentra a grande maioria dessas pinturas. O autor realizou três viagens, uma delas ao Parque Nacional da Serra da Capivara e otras duas a diversos lugares dos estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde visitou, na companhia de guias e arqueólogos, vários sítios arqueológicos, muitos deles ameaçados pelo vandalismo e pela falta de atenção das autoridades.
O título da exposição faz referência a uma fórmula química correspondente ao óxido de ferro. Essa é a base dos minerais mais comuns na região semiárida do interior nordestino, que dá um tom avermelhado à terra. É exatamente com esses minerais, com os quais foram fabricadas as tintas utilizadas pelos primeiros habitantes da região para pintar sobre a pedra. O pigmento ancestral. As fotos oscilan, assim, entre as imagens rupestres propriamente ditas e o entorno, a paisagem e os detalhes talvez vistos há anos pelos primeiros habitantes da zona, num diálogo visual possível, não explicativo, que mantem a atmósfera misteriosa e permite múltiplas interpretações. A mostra foi pensada para que as fotos funcionem em duplas ou em trios, reforçando ou anulando seus significados para criar um jogo de inquietação permanente.
Paulistano, fotógrafo independente, Zé Barretta (1973) estudou fotografia na Escola Pan-americana de Arte (2006-2007) e desde então vem desenvolvendo projetos fotográficos a meio e a longo prazo, que permitem tanto a pesquisa estética como temática, no limite entre a fotografia documental e a artística. Atualmente, está cursando Geografia na Universidade de São Paulo (USP), é colaborador do jornal A Folha de São Paulo desde 2011 e presta serviços a clientes corporativos e a assessorias de imprensa.
A exposição é gratuita e estará aberta ao público até o próximo 8 de junho.

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