Neste ano letivo de 2025–2026, o programa de Residência Artística de Fotografia recebeu mais de 70 propostas de projetos expositivos. A seguir, apresentamos as informações sobre os projetos selecionados:

Resiliência. A arte de conviver com a diversidade reúne fotografias de Luiz Maia realizadas junto ao Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS), instituição dedicada ao atendimento de pessoas com deficiência intelectual e autismo. A mostra propõe um olhar sensível sobre inclusão, afeto e vínculos familiares. Por meio de cenas do cotidiano, revela histórias de amor, força e convivência que convidam à reflexão sobre a diversidade humana e a importância da inclusão.

Orixá: um sopro de vida reúne 25 anos de trabalho fotográfico de Carlos Junior em terreiros de Candomblé do estado do Rio de Janeiro. Por meio de imagens carregadas de espiritualidade, a exposição documenta rituais, espaços sagrados e expressões culturais ligadas às nações Ketu, Angola, Jeje e Efon. A mostra convida o público a conhecer a riqueza das religiões de matriz africana e a valorizar seu legado histórico, cultural e humano.

Entre Lençóis, de Samuel Araújo, reúne uma série fotográfica realizada no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma das paisagens mais singulares do Brasil. Por meio de imagens que exploram a relação entre corpo, memória e território, a exposição propõe uma reflexão sobre a presença humana em um ambiente marcado pela imensidão, pelo movimento e pela transformação constante.

Acampamento Terra Livre: Brasília em retomada ancestral reúne fotografias de Kuríxa Puri que retratam a presença indígena contemporânea em Brasília durante o Acampamento Terra Livre, a maior assembleia indígena do mundo. As imagens revelam como milhares de lideranças e comunidades ocupam simbólica e politicamente o centro do poder brasileiro, reivindicando direitos, memória e território. A exposição propõe uma reflexão sobre a cidade, a ancestralidade e as disputas pelo futuro.

Luzes que desaparecem reúne integrantes do coletivo A Luz Oculta – Noturnos em uma reflexão visual sobre a fragilidade da noite e o desaparecimento dos espaços naturais escuros. Por meio de imagens de vagalumes, paisagens noturnas e experimentações fotográficas, a mostra documenta as transformações provocadas pela ocupação humana e pela poluição luminosa, transformando a luz efêmera desses insetos em símbolo de memória, resistência e questionamento.
O calendário das exposições será divulgado em breve.
Consulte os catálogos das exposições de edições anteriores neste link. Também estão disponíveis os podcasts com entrevistas aos fotógrafos participantes das edições anteriores.