Esta obra reúne uma seleção dos textos apresentados no Congresso Internacional «João Guimarães Rosa. Un exiliado del lenguaje común», que ocorreu no Centro de Estudios Brasileños da USAL entre 30 de setembro e 1º de outubro de 2015.
Sob a supervisão da diretora do congresso, a professora Ascensión Rivas Hernández, este livro pretende ser uma contribuição inovadora para o estudo de um autor complexo e amplamente analisado, sobretudo no Brasil, mas também em outros países. Ao longo de suas páginas, e a partir de perspectivas diversas, aborda-se o estudo da obra de João Guimarães Rosa (Cordisburgo, Minas Gerais, 1908 – Rio de Janeiro, 1967), um escritor que, como aponta Carlos Nejar, «foi, acima de tudo, um genial poeta que não se satisfez com rimas, nem com o tamanho regular do poema, transpôs os litorais da prosa, as montanhas da ficção, os rios selvagens das metáforas, domou os cavalos dos gêneros, dobrou as colinas da sintaxe, colheu as pedras do cosmos, alargou o ritmo das ondas [e] poetizou o romance que mudou de rosto».
A obra é aberta por Marco Lucchesi, com um texto poético no qual a produção do escritor mineiro dialoga com a de alguns dos mais importantes autores da Literatura Universal, mostrando como todos eles constituem uma rede de redes que os conecta por fazerem parte da História da Cultura. Sem abandonar o enfoque comparatista, analisam-se os diferentes narradores de Sagarana, a linguagem poética em Rosa e Euclides da Cunha, investigam-se traços budistas em Grande Sertão: Veredas, e compara-se a magna obra do escritor de Minas com os Romances espanhóis, os Livros de Cavalaria e com essa outra obra universal que é El Quijote, de Cervantes. Propõe-se ainda uma leitura do grande romance rosiano a partir da perspectiva de Walter Benjamin, bem como o comentário de algumas adaptações cinematográficas dos textos do autor.
A obra de Rosa que mais concentra estudos nestas páginas é, sem dúvida, Grande Sertão: Veredas, mas também recebem atenção dos pesquisadores Sagarana, Buriti, Manuelzão e Miguilim, «Meu tio o iauaretê», «Os chapéus transeúntes», «Páramo» e a correspondência do autor.
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