
No próximo dia 3 de março, a partir das 10h, o Palácio de Maldonado recebe, no âmbito do Seminário Permanente sobre Povos e Culturas Indígenas do CEB, a conferência “Fisuras en la narrativa colonial: movimientos de la museología social y del patrimonio en Brasil y en América Latina”, ministrada pela professora Camila Wichers, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia (PPGMus-USP).
Sobre a conferência
Os museus e o patrimônio fazem parte dos processos de construção de identidades e de reconhecimento, enquanto componentes da memória social. De instituições vinculadas à construção de uma identidade nacional — que também delimitava o lugar dos países colonizados na modernidade ocidental — os museus latino-americanos passaram a ser compreendidos também como espaços comunitários de memória e de luta social. A conferência mostrará como os movimentos de ativação da memória e das categorias de museu e patrimônio por parte de grupos historicamente subalternizados são centrais para compreender essa mudança epistêmica, que surge fora da universidade, mas que também a transforma, dando origem a novas contribuições teórico-metodológicas. Por meio de uma cartografia de experiências no Brasil, em diálogo com a bibliografia latino-americana, a pesquisadora examinará os campos museológico e patrimonial em sua articulação com as políticas da memória, visibilizando experiências comunitárias e orgânicas de memória social e contribuindo para a memória do pensamento brasileiro e latino-americano.
A conferencista

Camila Wichers é docente do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia (PPGMus-USP), é arqueóloga e museóloga, pesquisadora do CNPq — Nível 2 — e professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Goiás (FCS/UFG). Seus interesses abrangem políticas da memória, coleções, museologia social e musealização da arqueologia, inspirada pelos feminismos decoloniais.