“Garoto” e Julio Bressane

No próximo 10 de junho, às 18:00 horas, no salão de juntas da Faculdade de Ciências Sociais, será exibido "Garoto" (2015) o último filme do diretor brasileiro Julio Bressane. Com o apoio da Fundação Cultural Hispano-Brasileira e da Embaixada do Brasil em Madri, o diretor estará presente, acompanhado da roteirista, Rosa Maria Dias, para comentar o longametragem e conversar com o público assistente.

julio bressane10.06.2016

No próximo 10 de junho, às 18:00 horas, no salão de juntas da Faculdade de Ciências Sociais, será exibido “Garoto” (2015) o último filme do diretor brasileiro Julio Bressane. Com o apoio da Fundação Cultural Hispano-Brasileira e da Embaixada do Brasil em Madri, o diretor estará presente, acompanhado da roteirista, Rosa Maria Dias, para comentar o longametragem e conversar com o público assistente.

“Garoto”, que também será projetado na seção “Focos”, do Festival Internacional de Cine FILMADRID, é uma adaptação do relato de Jorge Luis Borges, “El asesino desinteresado Bill Harrigan”. O filme mostra uma relação sentimental inestável e exaltada, em momentos diabólica e histérica, num território fantástico, afastado do ruído e do mundo. A natureza isolada e selvagem, a qual o tratamento sonoro outorga um protagonismo indiscutível, marca a história de amor dos protagonistas, anônimos e estranhos (ele não diz uma palavra. Ela não deixa de falar e até filosofar). Quando o rapaz comete um assassinato, a relação se vê abalada. Mas, nunca devemos subestimar o poder dos laços criados: o mistério do amor é maior que o da morte.

“Garoto” forma parte do projeto Tela Brilhadora, composto também por “O prefeito” de Bruno Safadi, “O espelho” de Rodrigo Lima e “Origem do mundo” de Moa Batsow,  todas eles filmmes de autor diametralmente opostos ao cinema comercial.
Júlio Eduardo Bressane de Azevedo (Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1946) é um grande representante do cinema independente brasileiro. Começo a trabalhar como assistente de direção de Walter Lima Júnior em 1965 e em 1967 estreou como diretor com “Cara a cara”, selecionada para o Festival de Brasília. Em 1970 fundou, com o também cineasta Rogério Sganzerla, a Belair Filmes, uma produtora dedicada a realizar filmes com pequenos orçamentos, com a qual chegou a rodar seis longametragens em seis meses. Exilado brevemente em Londres durante a ditadura, depois do seu retorno ao Brasil gravou vários filmes, sempre com uma linguagem própria e característica, que outorga ao seu trabalho uma personalidade própria.
A entrada é livre até completar a lotação.

Compartir

Relacionado:

O prazo para submissão de propostas de projetos expositivos está aberto até 30 de abril de 2027.
A Sala de Reuniões do Reitorado acolheu o primeiro encontro de patronos da Fundación Cultural Hispano Brasileña de 2026.
O protagonista desta nova edição da coluna BioBrasil é o vencedor da 8.ª edição do concurso de relato breve do CEB.
Cofundador do Instituto de Estudos Avançados da USP e autor de obras fundamentais sobre a história e a cultura do Brasil, deixa um legado