No próximo dia 20 de setembro, a partir das 10:00h, o CEB acolhe a apresentação do livro Intercâmbios culturais e “castelhanização” no Brasil durante a União das Coroas, 1580-1640, editado por José Manuel Santos Pérez e publicado pela Ediciones Universidad de Salamanca.
O evento contará com a presença dos professores Pedro Cardim (Universidade Nova de Lisboa, Portugal) e Sylvia Brito (Projeto Resgate/Fundação Biblioteca Nacional), que colaboram na obra, além do editor da mesma e diretor do Centro de Estudos Brasileiros, o professor José Manuel Santos.
A apresentação poderá ser acompanhada presencialmente no Palácio de Maldonado (Praça de São Benito, 1) e ao vivo através das redes sociais do CEB: Facebook e YouTube. A entrada é gratuita até completar a lotação.
Sobre o livro

A historiografia especializada tem demonstrado que o período da união das coroas ibéricas, entre 1580-81 e 1640, teve um impacto importante em vários aspectos da realidade da colônia portuguesa na América. A maioria dos estudos tem-se concentrado em aspectos políticos, administrativos, econômicos e militares, relegando de forma muito clara os aspectos culturais. Por outro lado, a questão da “castelhanização” sempre esteve muito presente nos trabalhos realizados sobre este período, especialmente em relação ao Reino de Portugal peninsular, mas mal foi tratada no caso do Brasil.
Este livro, que conta com 15 ensaios de autores e autoras de grande diversidade e especialistas no tema, está dividido em duas partes. Na primeira, com o título “Castelhanização”, essa questão é analisada, pela primeira vez, a partir da perspectiva do Estado do Brasil, demonstrando que, longe de se preocuparem com questões de maior ou menor autonomia política, os locais pensavam mais em uma “emulação” do que consideravam ser o maior caso de sucesso na conquista europeia da América: o vice-reinado do Peru.
Na segunda parte, com o título “Intercâmbios”, os 9 ensaios traçam vários aspectos das conexões e derivações culturais do período no território brasileiro, como a circulação de manuscritos, as práticas e saberes médicos, as representações teatrais ou o importante papel que o Brasil desempenhou nas relações diplomáticas entre Portugal e Suécia no período da Restauração e suas curiosas derivações milenaristas, num magnífico texto do professor Stuart B. Schwartz.