Conferência: “O projeto fotográfico ‘Iandê Á’Tá Joaju”

Uma conferência sobre a construção de um projeto fotográfico a partir de um olhar antropológico.

O CEB oferece a conferência “O projeto fotográfico ‘Iandê Á’Tá Joaju – Juntos somos fortes!’. Contexto e discussão” na próxima quarta-feira, 20 de abril, às 12h00, que será ministrada pelo sociólogo e fotógrafo Marcos Vieira.

A conferência tratará de aspectos da construção do referido projeto fotográfico, elaborado a partir do trabalho de campo do autor junto com o povo Tremembé (Ceará, Brasil). Ainda assim, a conferência discutirá o contexto institucional e antropológico do trabalho que resultou na exposição “Iandê Á’Tá Joaju – Juntos somos fortes!”, cujas fotos retratam a Festa do Murici e do Batiputá, de 2018, na aldeia São José, na Barra do Mundaú, em Itapipoca, no Ceará. O projeto “Ação Tremembé” foi realizado pel oCentro de Estudos de Assessoria ao Trabalhador e Trabalhadora (Cetra), com o apoio da União Europeia.

O evento está aberto ao público de forma gratuita. A conferência será ministrada em português.

A exposição “Iandê Á’Tá Joaju – Juntos somos fortes!” está disponível na Sala de exposições do CEB até o próximo 20 de maio. Saiba mais neste link.

O povo Tremembé

Entre os séculos XVI e XVII, os Tremembé ocupavam a região litorânea que vai do Pará ao Ceará (Brasil). Durante o período colonial, os portugueses criaram no Maranhão aldeamentos controlados pelos jesuítas, e no Ceará, por padres seculares.

André Luís, Maria Jardenes e Maria do Socorro contam em seu trabalho “O conhecimento etnográfico dos Tremembés da Barra do Mundaú, Ceará” (2022), que a Funai havia aprovado, em 2012, o relatório da antropóloga Cláudia Tereza Signori Franco, identificando a Terra Indígena Tremembé da Barra do Mundaú como ocupação tradicional indígena. Com a delimitação ficou acertada esta designação para diferenciá-la do grupo de Almofala, de onde migraram a partir da segunda metade do século XVII.

Foram necessários mais três anos para que a Funai reconhecesse que o território era de ocupação tradicional de povo indígena, e a ele cabia uso e usufruto exclusivo.

Os Tremembé falam português e têm hábitos parecidos com os dos habitantes das comunidades adjacentes às suas terras. O levantamento realizado por uma equipe da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab, Brasil) registra que eles fabricam farinha de puba e beiju a partir da mandioca, e o mocororó, bebida ritualística e medicinal feita do caju, consumida durante o Torém, dança ritualística, cujos participantes imitam animais, por exemplo briga de guaxinins, canto da jandaia, bote da cobra, além de tocar o aguaim (maracá).

Marcos Alberto de Oliveira Vieira

Marcos Vieira é fotógrafo profissional, sociólogo e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE, Brasil), nas áreas de Sociologia, Cultura Brasileira e Fotografia. Coordenador do Núcleo Audiovisual Jaguaribe – NAJA/ Campus IFCE/Jaguaribe. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de Fortaleza (Unifor, Brasil) e mestrado em Políticas Públicas e Sociedade pela Universidade Estadual do Ceará (UECE, Brasil). Em 2020, participou da mostra coletiva itinerante na UECE e na Semana Freiriana do Banco do Nordeste, na região do Cariri, com a exposição “Iandé Atã Joaju – Juntos Somos Fortes. Etnia Tremembé/Barra do Mundaú/Itapipoca/CE”.

Fecha y hora

20/04/2022 12:00 pm

Fecha de inicio

20/04/2022

Fecha de fin

20/04/2022

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