Exposição: Sabores de Brasil

Até o próximo 31 de julho, o Centro de Estudos Brasileiros acolher a exposição "Sabores de Brasil: tradición e innovación alimenticias (1940-1970)", organizada com documentos do Arquivo Nacional do Brasil, através de uma seleção de imagens e textos realizada por Vivien Ishaq (Acesso e Difusão Documental) e Pablo Franco (Técnico em Assuntos Culturais).

Cartel Sabores de Brasil5.07.2018

No próximo 5 de julho, às 12h00, o Centro de Estudos Brasileiros inaugura a exposição “Sabores de Brasil: tradición e innovación alimenticias (1940-1970)”, organizada com documentos do Arquivo Nacional do Brasil, através de uma seleção de imagens e textos realizada por Vivien Ishaq (Acesso e Difusão Documental) e Pablo Franco (Técnico em Assuntos Culturais).

A gastronomia brasileira é um mosaico cultural formado pela mistura de tradições, ingredientes e alimentos, resultado da influência dos hábitos alimentares dos nativos indígenas, dos costumes introduzidos pelos colonizadores portugueses e os escravos africanos e a diversidade culinária trazida pela imigração ao longo do século XX. A crescente urbanização gerou mudanças profundas na alimentação de uma grande parte da população brasileira. Os consumidores das grandes cidades começaram a recebir ofertas de alimentos industrializados, como o leite evaporado e condensado, sardinha em conserva, salsichas, queijos de diversos tipos, etc. Na década de 1950, apareceram também as comidas preparadas, prontas para esquentar, pensadas a partir do cardápio diário consumido nos lares brasileiros.
Os rótulos dos produtos submetidos à Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Ministério da Agricultura, sob a guarda do Arquivo Nacional, são a base desta mostra. A exposição “Sabores de Brasil: tradición e innovación alimenticias (1940-1970)”, conta uma faceta da história dessas mudanças que alteraram significativamente os hábitos alimentares e as práticas culinárias, sempre em constante transformação. Ao longo das três décadas analisadas na exposição, vemos como os rótulos refletiam as mudanças sociais produzidas no período, por exemplo, as distintas representações do papel da mulher: das “rainhas do lar”, que cuidam da família e da preparação da comida diariamente, até a mulher que entra no mercado de trabalho e precisa reduzir o tempo dedicado às tarefas domésticas. Igualmente, vemos a força das identidades regionais nos produtos fabricados em diversas zonas do país: os queijos mineiros, as carnes curadas do Sul do Brasil, o peixe do Rio de Janeiro.
Finalmente, os rótulos e as embalagens são também uma porta de entrada para observar o impacto dos imigrantes na alimentação brasileira. Empresas fundadas por estrangeiros e seus descendentes, incluindo italianos, alemães, portugueses, holandeses, dinamarqueses e japoneses, abertas a partir das primeiras décadas do século XX, têm uma forte presença no acervo do Arquivo Nacional. Em alguns casos, foi possível contar sua história. Em outros, as próprias embalagens já são indício desta herança cultural que marcou os diferentes sabores da gastronomia brasileira.
A exposição estará aberta à visitação de segunda a sexta-feira, de 09h00 às 14h00, até 31 de julho de 2018. Entrada gratuita.

Compartir

Relacionado:

A Fundación Consejo Espanha-Brasil organiza a mesa de encerramento do IV CICSH
A Sala de Reuniões do Reitorado acolheu o primeiro encontro de patronos da Fundación Cultural Hispano Brasileña de 2026.
O protagonista desta nova edição da coluna BioBrasil é o vencedor da 8.ª edição do concurso de relato breve do CEB.