BioBrasil: grandes historias do folclore brasileiro II

A segunda parte do BioBrasil dedicado às lendas do folclore brasileiro nos traz três histórias extraordinárias.

A segunda parte do BioBrasil dedicado às lendas mais conhecidas do folclore brasileiro nos traz três histórias extraordinárias. Começamos com a fascinante flor amazônica, Vitória Régia. A lenda conta que quando o mundo ainda era jovem, cada vez que a Lua se escondia no horizonte, ela levava consigo as moças mais bonitas da tribo para convertê-las em brilhantes estrelas. Um dia, uma jovem guerreira chamada Naiá se apaixonou perdidamente pela Lua, e decidiu fazer de tudo para ser a próxima escolhida a virar estrela. Toda noite, Naiá subia nas colinas mais altas para que a Lua pudesse vê-la e a levasse com ela, mas o sol acabava saindo e ela continuava na terra, triste e sozinha. Os dias foram passando e a sua paixão se transformou em obsessão, de tal forma que Naiá não comia, não bebia e nem descansava. Uma noite, sentada à beira de um rio, viu o reflexo da Lua e se jogou de cabeça na água. A sua desilusão porque o reflexo da Lua desaparecera foi tanto que nem se deu conta de que a correnteza do rio a levava para longe das margens. Por fim, Naiá morreu afogada. Quando a Lua ficou sabendo do que havia acontecido, ficou com tanta pena de Naiá, que quis recompensar o seu sacrifício, transformando-a numa “estrela do rio”. Assim, Naiá virou uma bela flor que só podia abrir suas pétalas sob a luz da Lua… A Vitória Régia.

Quando as crianças choram e não querem ir para a cama, aparece Chibamba quem lhes obriga a dormir à força mesmo se não têm sono. Depois, passa a noite toda atormentando as crianças com horríveis pesadelos. Dizem que Chibamba é o espírito de uma bananeira, e que por isso se veste com uma saia longa feita com as folhas da árvore. Esta personagem é típica do sul do estado de Minas de Gerais e chegou da África a bordo dos navios negreiros. As mulheres procedentes da Angola e do Congo que cuidavam das crianças brancas, contavam que conheciam a história deste monstro assustador para que elas fossem dormir cedo; pouco a pouco, a história foi se difundindo e se fez muito popular. Na verdade, Chibamba é uma versão local do típico “coco” ou “hombre del saco”, como são conhecidos na Espanha, e que no Brasil têm suas próprias reinterpretações: é o caso do “Bicho-papão” e da “Cuca”, uma bruxa muito velha e feia, com cabeça de jacaré e um longo cabelo amarelo, que leva embora as crianças que não obedecem aos país ou quando não comem verdura…

O último mito é sobre Mara, a bela filha do cacique de uma tribo da Amazônia. Uma noite, a moça sonhou que um belo jovem de pele branca e cabelos dourados descia da Lua e lhe sussurrava doces palavras ao ouvido. Mara se apaixonou por ele, mas ao acordar o galã havia desaparecido. Pouco depois, a jovem índica deu à luz a uma linda menina, branca e loira, a quem chamou de Mandi. A tribo a adorava como se a menina fosse uma divindade, até mesmo as nações vizinhas vinham para conhecer aquela criatura tão exótica. Em pouco tempo, Mandi começou a falar e a caminhar; todos esperavam grandes coisas dela, mas quando tinha somente um ano, e sem dar sinais de doença ou dor, Mandi morreu. A mãe a enterrou dentro da oca, e com suas lágrimas umedeceu a sepultura. Dias depois, no lugar onde Mandi havia sido enterrada, nasceu uma planta e Mara a cuidava com esmero até que de repente a terra se rachou. Mara cavou o solo com a esperança de encontrar a filha com vida, porém encontrou somente umas raízes muito brancas, como Mandi, e que ao descascá-las exalavam um agradável aroma. Todos na tribo entenderam que a menina havia chegado para alimentá-los, mostrando-lhes a Mandioca, cujo nome é a junção de Mandi e oca, ou seja, a casa de Mandi.

Escola de samba carioca Portela: “Lendas e Mistérios da Amazônia” 2004:

Video vitória régia

Canção que a Turma do Folclore dedica à Cuca:

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