BioBrasil: Oswaldo Cruz III

Terceira e última entrega da biografia do médico e higienista Oswaldo Cruz. Não perca o final desta história apaixonante.

Apresentamos hoje a nossa terceira colaboração com o Museu da Vida, museu e centro cultural de ciências da Fiocruz. Nesta última entrega, colocamos um ponto final na história do médico e higienista Oswaldo Cruz, um dos mais destacados cientistas brasileiros do século XX. Na semana passada, falamos da luta de Oswaldo contra as distintas epidemias que assolaram o Brasil do século XIX. Peste bubônica, febre amarela e a controvertida varíola, que incluiu uma violenta revolta antivacina. Para enfrentar todas essas doenças foi criado o Instituto de Manguinhos, que atualmente se chama Fundação Oswaldo Cruz. Considerado um dos mais importantes centros de pesquisa do momento, várias cidades brasileiras solicitaram sua colaboração para lutar contra os surtos de epidêmicas e enfermidades endêmicas da época. As viagens mais importantes do Instituto ocorreram entre 1910 e 1913, com missões que levaram os pesquisadores a percorrer amplos territórios, desde o Nordeste à Amazônia, passando pelo Centro-oeste. O próprio Oswaldo dirigiu duas dessas expedições, ambas em 1910. A primeira, em companhia do médico Belisário Pena, que teve como destino a chamada “Ferrovia do Diabo” e tinha a finalidade de combater a malária que causava estragos entre os trabalhadores que construíam a ferrovia Madeira-Mamoré, no atual estado de Rondônia. Em novembro desse mesmo ano, ocorreu a segunda expedição a pedido do governo do estado do Pará, onde havia um surto de febre amarela, provocando uma grande mortandade na cidade de Belém. Já sem a presença do nosso protagonista, foram organizadas outras expedições de cientistas brasileiros que percorreram todo o país entre 1911 e 1913: Astrogildo Machado e Antônio Martins estiveram nos vales dos rios São Francisco e Tocantins; Artur Neiva e Belisário Pena passaram por Goiás, Pernambuco, Bahia e Piauí; José Gomes de Faria e João Pedro  de Albuquerque visitaram o Piauí e Ceará; Adolfo Lutz e Astrogildo Machado desceram o rio São Francisco no tramo compreendido entre Pirapora (Minas Gerais) e Juazeiro (Bahia); Carlos Chagas, Antônio Pacheco Leão e João Pedroso percorreram uma vasta região da bacia amazônica, etc. 

Em 1909, Oswaldo foi diagnosticado de nefrite, a mesma doença da qual seu pai havia falecido e que foi minando pouco a pouco sua energia, até causar a sua morte em 11 de fevereiro de 1917, com somente 44 anos.

Antes de terminar queremos agradecer a Melissa Cannabrava e Renata Fontanetto, jornalistas do Museu da Vida, pelo enorme trabalho e sua maravilhosa colaboração, sem a qual esta série de programas não teria sido possível, e agradecimento estendido às professoras Ana Luce Girão e Nara Azevedo por compartilhar conosco seus amplos conhecimentos sobre o tema. Esta emissão termina com a música “Carinhoso”, do maestro Pixinguinha, um chorinho composto no mesmo ano do falecimento de Oswaldo Cruz.

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