Exposição: “USAL, 800 años. Itinerario Judeo Sefardí. Salamanca, Gerona,Toledo, Córdoba, Tómar y Recife”

O Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca inaugura no próximo dia 20 de setembro, às 12h00, a exposição "USAL, 800 años. Itinerario Judeo Sefardí. Salamanca, Gerona,Toledo, Córdoba, Tómar y Recife", com mais de 40 desenhos realizados in situ pelo arquiteto espanhol José María Plaza Escrivá e mosaícos da arquiteta Sandra Paro.

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20.09.2017

O Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca inaugura no próximo dia 20 de setembro, às 12h00, a exposição “USAL, 800 años. Itinerario Judeo Sefardí. Salamanca, Gerona,Toledo, Córdoba, Tómar y Recife”, com mais de 40 desenhos realizados in situ pelo arquiteto espanhol José María Plaza Escrivá e mosaicos da arquiteta Sandra Paro. A mostra é um registro iconográfico dos bairros dos judeus e sinagogas de diversas cidades: Salamanca, Gerona, Toledo, Córdoba, Tómar e Recife, localizadas em ambos os lados do Atlêntico e edificadas durante o milênio que seguiu à invasão muçulmana de Sefarad, em entornos muito diferentes: muçulmanos e cristãos na Península Ibérica e calvinista no Recife.
Juntos, desenhos e mosaicos, colaboram para difundir a memória histórica do povo sefardí, cuja comunidade era já muito numerosa na época Visigoda na Península Ibérica. Sua presença se consolidou depois da Invasão Muçulmana, e se manteve até a expulsão por parte dos Reis Católicos, em 1492. No passar dos séculos, as relações com as outras duas comunidades: a cristã e a muçulmana foram variando, alternando-se no poder que trouxe consigo a Reconquista. Como norma geral, a comunidade judaica tratou de se adaptar à autoridade existente em cada momento e de colaborar com a sociedade civil. No caso da comunidade judaica de Salamanca, participou ativamente no funcionamento da então jovem Universidade, fundada em 1218, que dirigida pela Igreja, começou sua atividade junto à Catedral Velha, precisamente lugar de assentamento da mesma.
O Itinerário Iconográfico realizado sobre ela, foi ampliado com outras cidades, onde existiram importantes comunidades judaics, e foi incluído Recife, última cidade onde a comunidade judaica teve uma importante presença, graças à tolerância holandesa, e isso até a sua expulsão em 1654, o que significou a definitiva dispersão por todo o território iberoamericano, até o seu desaparecimento com a Inquisição.
A exposição permanecerá aberta ao público de segunda à sexta-feira, de 09h00 às 14h00, até 20 de outubro.

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