Exposição: Itinerarios indígenas

No próximo 14 de dezembro, às 12h00, o Centro de Estudos Brasileiros inaugura a exposição "Itinerarios indígenas", realizada en colaboração com o Arquivo Nacional do Brasil, com uma seleção de imagens, documentos e textos realizada por Cláudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro.
g_Cartel expo Itinerarios indigenas14.12.2017
No próximo 14 de dezembro, às 12h00, o Centro de Estudos Brasileiros inaugura a exposição “Itinerarios indígenas”, realizada en colaboração com o Arquivo Nacional do Brasil, com uma seleção de imagens, documentos e textos realizada por Cláudia Beatriz Heynemann e Maria Elizabeth Brêa Monteiro.
“Itinerarios indígenas” trata de deslocamentos trata de deslocamentos de diversas ordens, com outras leituras do território, do tempo histórico, dos povos indígenas e do acervo do Arquivo Nacional do Brasil. A exposição, formada por 36 imagens, descortina diferentes itinerários percorridos por cronistas, religiosos, naturalistas, militares, fotógrafos, antropólogos e administradores ao longo de três séculos. Em contato com os indígenas, esses viajantes lhes impuseram cartografias, língua, cultura, crenças e também a violência física, um encontro que emerge por meio de seus variados dispositivos: narrativas de viagens e gravuras reunidas em livros raros, a vasta e única correspondência da Coroa portuguesa em manuscritos, mapas e fotografias de álbuns de missões religiosas, da grande imprensa e da agência oficial. Outros itinerários percorridos pelos índios, também revelados nesta exposição, enunciam percalços que, muitas vezes, colocaram em risco sua própria existência.
Dos cinco milhões de índios estimados à época da conquista, centenas de povos cultural e linguisticamente diversos desapareceram, levando consigo conhecimentos ecológicos e cosmológicos que não poderão mais ser recuperados. Na década de 1950, o antropólogo Darcy Ribeiro identificou quase oitenta grupos indígenas extintos ao longo do século XX, apontando para um iminente desaparecimento dessas populações. Porém, a partir dos anos de 1970, essa curva demográfica começa a inverter seu ciclo de declínio. Esse crescimento, que parece ser contínuo e consolidado, confirma que os índios estão aqui para ficar: formam parte do presente e formarão parte do futuro do Brasil.
A exposição estará aberta ao público de segunda à sexta-feira, de 09h00 às 14h00, até 31 de janeiro de 2018.

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